Saturday, September 17, 2005

No entardecer destas horas friorentas, paira um aroma com cheiro a vazio... Outono que se aproxima de um Inverno amargo nestes vagos dias de Setembro. Porém neste recanto da saudade questiono a célebre dúvida se devo dizer-te que é por ti que ainda aqui espero... na certeza que é por ti que meu relógio contas as horas, pois já lá vão quatro e ainda te espero. Meus pés gélidos, minha boca seca e com sede das tuas palavras, os dedos batem nas teclas e fazem junto com o cérebro uma busca sobre algo que não interessa, os braços acompanham a dor, as pernas já doem de estar cruzadas e tu... não me apareces... Os segundos são minutos e os minutos são horas e as horas são aquelas que choro por não te puder abraçar e dizer-te o que nunca irás ouvir. Ter coragem de Camões, a sabedoria de Breyner, as personagens de Pessoa... estão certemante comigo nestas horas de desespero e inspiram-me na esperança de que um dia hás-de perceber que estranhamente é por ti que batem os segundos de meu coração....

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